Arquivo mensais:novembro 2018

3º trimestre pode mostrar luz no fim do túnel para os shoppings

Maiores administradoras do país perderam valor em 2018, enquanto Ibovespa valorizou 15%. Mas terceiro trimestre deve trazer boas notícias

O mercado de shoppings centers já viu dias melhores no Brasil — mas também já teve perspectivas mais sombrias. Ao menos é isso que devem mostrar as companhias de shoppings que divulgarão seus resultados a partir desta terça-feira.

Símbolo do período de crescimento econômico, quando chegaram a cidades com menos de 100.000 habitantes no interior do país, os grandes centros de compra encolheram em 2015 e 2016, e cresceram menos que o previsto em 2017. Mas um segundo trimestre apertado, com greve dos caminhoneiros e Copa do Mundo, adiaram uma esperada.

“Esperamos que o terceiro trimestre seja mais forte, com as vendas em mesmas lojas crescendo novamente embora em um ritmo suave” disse o BTG Pactual em relatório recente sobre o setor.

  • A administradora de shoppings Iguatemi divulga números hoje. A expectativa  é que a empresa que administra 14 centros comerciais apresente receita líquida de 177 milhões de reais, crescimento de 4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o BTG.

No segundo trimestre, as vendas tiveram alta de apenas 0,1%. Mesmo assim, a empresa teve lucro líquido de 60,6 milhões de reais, alta de 19% em relação ao ano anterior. O resultado positivo se baseou principalmente a redução de despesas.

Se confirmado, o crescimento no terceiro trimestre ajuda a consolidar o desempenho da companhia no ano e torna mais fácil atingir a meta de crescer de 2% a 7% em receita líquida em 2018.

Para chegar a esse resultado em meio à crise econômica, algumas das estratégias da administradora têm sido preencher áreas vagas com novos parceiros e reduzir os descontos oferecidos aos lojistas.

Também divulgam resultados essa semana as administradoras de shopping centers Sonae Sierra (amanhã) e Aliansce (quinta-feira).

Dona dos shoppings Plaza Sul e Campo Limpo, em São Paulo, a Sonae Sierra também teve um segundo trimestre complicado, com as vendas caindo 2,2%. Apesar disso, a receita líquida teve alta de 1%, impulsionada principalmente pela receita dos aluguéis, que subiu 2,8%. Assim como o Iguatemi, a Sonae Sierra reduziu os descontos nos aluguéis para compensar as perdas nas vendas.

Já a Aliansce, administradora de 32 shoppings pelo país, dentre eles o West Plaza (São Paulo) e o Leblon (Rio de Janeiro), deve ter alta de 5% na receita líquida, de acordo com projeção do BTG Pactual, chegando a 136 milhões de reais. A companhia trocou de presidente em julho e está sob o comando de Rafael Sales. No segundo trimestre, teve queda de 0,4% na receita líquida e de 13,7% no lucro líquido, que ficou em 25 milhões de reais.

A Multiplan, dona de 18 shopping centers, dentre eles o Morumbi Shopping, em São Paulo, divulgou resultados em 29/10 e mostrou aumento de 54,1% no lucro líquido no período, em relação ao terceiro trimestre de 2017, alcançando 116,4 milhões de reais. A explicação para o desempenho está principalmente no crescimento do Ebitda e na redução da despesa financeira líquida.

Enquanto o Ibovespa valorizou 15% este ano, Iguatemi, Aliansce e Sonae Sierra estão em queda. Os investidores ainda não compraram a recuperação do setor.

Black Friday vs. Natal: entenda as diferenças entre as datas da Temporada

Por Maria Helena Marinho, Cristiano Fonseca Outubro de 2018

Quem faz o planejamento de marcas no fim de ano pode pensar que a Black Friday veio para acabar com as vendas do Natal, já que as duas datas estão bem próximas. Se você acredita nisso, vale repensar as suas estratégias: cada data de varejo do fim do ano mostra diferenças importantes nos hábitos de consumo das pessoas, e o Natal segue firme e forte.

As intenções de busca geradas pelos consumidores online indicam que existe uma temporada, que começa na Black Friday e se estende pelos principais momentos dessa época: Cyber Monday, pagamento do 13º salário, Natal, Saldão e Ano Novo. Ao longo dessa Temporada Black Friday, as pessoas demonstram hábitos de consumo diferentes em cada data.

Cyber Monday e 13º salário: arrumando a casa

Vamos pegar a Cyber Monday, por exemplo. Se na Black Friday as pessoas fazem em geral compras para si mesmas ou para sua casa, com um tíquete médio alto e após um tempo razoável fazendo buscas por produtos, na Cyber Monday (segunda-feira posterior à Black Friday) a mentalidade é reorganizar as contas: não por acaso, 40% das vendas de serviços financeiros da Temporada Black Friday se concentram nesse dia específico¹.

Outro item bastante pesquisado na Cyber Monday são os planos de telefonia móvel, já que muita gente explora as ofertas da Black Friday para comprar aparelhos novos, e depois precisa correr atrás dos serviços para aproveitar melhor o produto adquirido na promoção².

As pessoas têm um comportamento semelhante no recebimento do 13º salário, cuja primeira parcela cai até o fim de novembro. Em uma pesquisa do Google, 48% dos entrevistados pretendem usar o 13º salário para organizar suas finanças pessoais. Ou seja, se considerarmos que cerca de 83 milhões de pessoas recebem o benefício, isso seria equivalente a 31 milhões de consumidores³.

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Uma parte dessas pessoas – 35% – também pretende usar o 13º para consumir, mas com um perfil diferente da Black Friday. Desses entrevistados, 3 em cada 10 querem comprar itens para si ou para casa, e pouco mais de um décimo cobiça produtos por “merecimento”, após um ano de trabalho, como acontece na Black Friday – uma data definida pela frase “eu mereço”4. No ano passado, o 13º injetou R$ 200 bilhões na economia brasileira5.

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Natal: data offline, foco nos presentes

Se olharmos para as características das compras do Natal, também vamos ver um perfil bem específico, com diferenças marcantes em relação às outras datas.

O comprador natalino está de olho na celebração, então ele quer principalmente presentear parentes e amigos, enquanto – como já vimos – as compras de Black Friday são mais pessoais. Um sinal disso é o dado de que apenas 15% das pessoas usam a Black Friday para comprar presentes natalinos ou produtos a serem usados no fim do ano6.

Também diferentemente da Black Friday, onde os produtos são pesquisados por semanas (ou até meses) antes de se tomar uma decisão, no Natal essa procura dura menos tempo: 63% das pessoas fazem suas buscas nas duas semanas antes da data7.

Outra diferença está na conectividade. Se 69% das compras da Black Friday ocorrem online, apenas 45% dos negócios natalinos são fechados via internet8. Com isso, vemos que muita gente ainda sai às compras de Natal de última hora, indo atrás dos seus presentes pelos shoppings ou percorrendo o comércio de rua.

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Alguns dos presentes mais procurados comprovam essa cara offline do Natal – como as roupas, que as pessoas preferem ver e comprar pessoalmente. Além disso, nessa época ocorre uma inversão das categorias mais compradas, na comparação com a Black Friday: os favoritos da sexta-feira, como eletrodomésticos e TVs, têm uma procura mais baixa no período natalino, cujos destaques são brinquedos, games, roupas e perfumes9. Até bebidas alcoólicas ficam bem colocadas – além de presentes, elas são itens da ceia.

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Em cada data, uma oportunidade

Vimos que a Black Friday não “canibaliza” os resultados do Natal. Em 2017, inclusive, as vendas natalinas foram as melhores em seis anos, com um volume de R$ 35 bilhões10. Da mesma forma, os demais momentos dessa Temporada são importantes para as pessoas, mas cada um à sua maneira – mesmo que seja para planejar, em vez de gastar.

Sendo assim, cada data de varejo precisa do seu olhar atento, para não perder a oportunidade de conversar com o público. Aqui vão duas dicas de como fazer isso:

1) Esteja por perto – e na hora certa

Na Era da Assistência, as pessoas querem mais e mais ajuda para tomar suas decisões de compra. Ainda mais em uma época como o fim de ano, com tantas promoções e procura por itens pessoais ou para presente.

E uma das ferramentas preferidas nessa hora são os vídeos: uma pesquisa feita nos EUA mostra que quase dois terços dos compradores online buscaram inspiração e ideias com vídeos – e dessas pessoas, 90% descobriram novos produtos e marcas pelo YouTube11.

Esse é um sinal de que a sua estratégia de vídeo pode ser o diferencial nessa Temporada tão concorrida. Pense no que faz uma data diferente da outra e entregue seu conteúdo da maneira certa – e na hora em que seu público mais precisar dele.

2) Um Natal cada vez mais pessoal

O público está mais exigente, e não aceita mais uma solução genérica para suas dúvidas de consumo. Por exemplo: mais da metade dos consumidores nos EUA quer ver conteúdo personalizado relacionado a produtos, e 4 em cada 10 compradores de fim de ano preferem lojas que lembram de detalhes pessoais, como tamanhos de roupas e itens adquiridos anteriormente12.

Esses dados são americanos, mas podem ajudar você a olhar com outros olhos para o público da sua marca. Ouça os seus clientes, antecipe os seus desejos e entregue o que eles querem de maneira personalizada e sem fricção na experiência mobile.

Não deixe a Temporada Black Friday ser uma dor de cabeça para os seus clientes. Se você der assistência personalizada, relevante e eficiente, a sua marca se destaca. Comece se perguntando: estou enxergando a Black Friday como uma temporada de consumo? Estou levando em conta as características de cada data? Isso é um passo para otimizar recursos, como investimento em mídia e tempo, além de criar uma relação de longo prazo com seu público. Assim, as chances dele consumir sua marca com mais frequência aumentam.

Planejamento Estratégico para 2019

Estamos chegando ao fim do ano e este é o momento ideal para você começar a analisar estratégias ideais para vendas e fluxo para o seu Shopping Center. Por isso, é importante pensar agora no Planejamento Estratégico para 2019.

A DMV Comunicação ON|OFF possui uma metodologia eficaz construída durante mais de 30 anos de experiência especializada no setor de Shopping Center e Malls.

O planejamento começa desde o desenvolvimento de metas numéricas e organizacionais e os métodos para alcançá-las, até a elaboração do orçamento anual de acordo com aquilo que se espera de retorno, ao final do próximo ano. Tudo isso é feito através de um esquema tático de uma equipe completa que oferece total suporte para o que seu Shopping alcance o que almeja.

Conheça o projeto e, certamente, você vai perceber que seu shopping center tem muito para se redescobrir neste novo mundo que serão os shopping centers.

A hora de pensar na estratégia para melhores resultados em 2019 é AGORA! Quer saber como?

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McDonald’s vai oferecer pagamento sem contato da Sem Parar

Os clientes que usarem o Drive-Thru da marca poderão receber a cobrança no sistema que abre as cancelas de shoppings e pedágios

Os clientes do McDonald’s que utilizam o Drive-Thru poderão utilizar o Sem Parar para o pagamento das suas refeições. O acordo entre líderes de mercado prevê a instalação, nos próximos meses, do sistema em todas as unidades que possuem o Drive-Thru.

A parceria deve beneficiar as duas empresas, já que o Sem Parar entra em um novo segmento e o McDonald’s gera comodidade ao clientes. “Estamos muito felizes com essa parceria, porque ela amplia a conveniência para o cliente.. O consumidor pode escolher onde comprar e como pagar e isso dá a ele uma experiência de consumo consistente”, afirma Paulo Camargo, Presidente da Divisão Brasil da Arcos Dorados, franquia independente do McDonald’s.

Cerca de 100 Drive-Thrus da rede de fast food devem oferecer pagamentos sem contato até o fim de janeiro de 2019. O prazo para que todas as lojas recebam a tecnologia é novembro do ano que vem.

Fernando Yunes, presidente do Sem Parar, afirma que a solução da empresa gera conforto aos consumidores. “No momento em que o dinheiro e o cartão estão sendo trocados por aparelhos celulares e aplicativos, o Sem Parar deu um passo além e criou o pagamento por voz. Basta o cliente dizer ‘vou pagar com o Sem Parar’ e pronto, a conta está paga!”.